Multa por pneu careca: quanto custa, quantos pontos e o que a lei diz

oficial de transito aplicando Multa por pneu careca

Rodar com pneu careca é mais do que um risco para a sua segurança: é uma infração de trânsito que pode pesar no bolso e na sua CNH. A dúvida é comum “pneu careca dá multa? quanto custa?” e a resposta é direta: sim, dá multa. Trata-se de uma infração grave, com penalidade de R$ 195,23, 5 pontos na carteira e retenção do veículo até a regularização.

Se você dirige um carro de passeio, SUV, caminhonete ou van, entender o que a lei diz sobre o estado dos pneus é o primeiro passo para evitar prejuízo financeiro e, principalmente, um acidente. Afinal, o pneu é o único ponto de contato do veículo com o asfalto e é ele que garante aderência, frenagem e estabilidade em qualquer situação.

Neste artigo, você vai entender a base legal da infração, o valor exato da multa, o impacto dos pontos na habilitação e, o mais importante, como evitar chegar nessa situação.

Multa por pneu careca: o que diz a lei (Art. 230 do CTB)

A infração por pneu careca está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mais especificamente no Art. 230, inciso XVIII. A redação da lei enquadra a conduta de conduzir o veículo “em mau estado de conservação, comprometendo a segurança” e é exatamente aí que entra o pneu desgastado, sem condições mínimas de aderência.

Pela classificação do CTB, essa é uma infração grave, o que significa consequências sérias para o condutor:

  • Multa de R$ 195,23
  • 5 pontos na CNH
  • Retenção do veículo até a regularização do problema

A norma que complementa o CTB nesse ponto é a Resolução CONTRAN nº 913/2022, que dispõe sobre o uso de pneus em veículos. Ela define critérios técnicos objetivos para determinar quando um pneu não pode circular, conceito que você vai entender melhor a seguir, com o limite de profundidade dos sulcos.

O valor, os pontos e a retenção do veículo

Além do risco à segurança, a multa por pneu careca tem um custo real e imediato. Entenda o que acontece na prática quando você é flagrado com pneus desgastados.

O valor exato da multa

A penalidade é de R$ 195,23, valor vigente desde novembro de 2016, quando entrou em vigor a Lei Federal 13.281/2016, que reajustou os valores das infrações de trânsito no país. É importante lembrar que esse valor pode sofrer reajustes anuais, então vale sempre consultar a tabela oficial de multas do seu estado.

Os 5 pontos na CNH

A infração grave soma 5 pontos à sua CNH. O acúmulo de pontos pode levar à suspensão do direito de dirigir, dependendo do histórico de infrações nos últimos 12 meses. Ou seja, uma multa aparentemente “simples” pode ter efeito cascata na sua habilitação.

A retenção do veículo

A medida administrativa prevista é a retenção do veículo para regularização. Na prática, isso significa que o carro pode ser retido no local da abordagem até que o pneu seja substituído. Se você não tiver como resolver na hora, o veículo pode ser removido e aí entram custos adicionais com guincho e pátio.

O custo real da infração

Some tudo e o prejuízo vai muito além dos R$ 195,23 da multa:

  • Valor da multa em si
  • Troca do pneu (ou dos quatro, se todos estiverem desgastados)
  • Possível guincho e deslocamento
  • Tempo parado e transtorno

Essa regra vale para todas as categorias de veículos: carros de passeio, motos, caminhões e frotas. A fiscalização não diferencia: o pneu abaixo do limite legal é infração, independentemente do tipo de veículo que você conduz.

Multa por pneu careca poderia ser aplica no pneu da foto que esta totalmente careca

O limite legal: profundidade de 1,6 mm e o TWI

Mas afinal, o que a lei considera “pneu careca”? Não é uma questão de aparência, existe um critério técnico objetivo definido pela Resolução CONTRAN nº 913/2022.

A profundidade mínima de 1,6 mm

A norma proíbe a circulação de veículos com pneu cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6 mm. Esse é o limite legal de segurança: abaixo dele, a capacidade de aderência do pneu, principalmente em piso molhado, cai drasticamente, aumentando a distância de frenagem e o risco de aquaplanagem.

O que é o TWI

O TWI (sigla em inglês para Tread Wear Indicator, ou indicador de desgaste da banda de rodagem) é uma pequena saliência localizada nos sulcos do pneu. Quando a superfície da borracha se nivela com esse indicador, significa que o pneu atingiu o limite de 1,6 mm e está na hora de trocar.

Como verificar o desgaste

  • TWI: observe se a borracha está no mesmo nível dos indicadores nos sulcos

  • Medidor de sulco: instrumento simples que mede a profundidade em milímetros

  • Inspeção visual: desgaste irregular, bolhas, rasgos ou trincas também são sinais de alerta

Por que 1,6 mm é o limite legal (e não o ideal)

É importante entender que 1,6 mm é o piso legal, não o ideal. Especialistas recomendam a troca antes desse limite muitos indicam substituir o pneu quando a profundidade chega a cerca de 3 mm, especialmente em regiões de chuva frequente. Rodar no limite da lei é rodar no limite da segurança.

Conclusão

A multa por pneu careca é uma infração grave que custa R$ 195,23, soma 5 pontos na CNH e pode levar à retenção do veículo até a regularização. A base legal está clara: o Art. 230, XVIII do CTB e a Resolução CONTRAN nº 913/2022, que define o limite técnico de 1,6 mm de profundidade dos sulcos.

Mas o ponto mais importante é este: o limite legal é um piso de segurança, não o ideal. Rodar no limite da lei é rodar no limite da segurança. A prevenção para trocar o pneu no momento certo, com orientação técnica é sempre mais barata, mais segura e muito menos estressante do que lidar com uma infração, um guincho ou, pior, um acidente.

Cuidar dos pneus é cuidar de quem você transporta. E isso não tem preço.

Se você quer evitar a multa por pneu careca e rodar com segurança, vale conferir o estado dos seus pneus com quem entende do assunto.

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Vencimento de pneu: pneu tem validade? Entenda o mito e a verdade

Vencimento de pneu sendo visto de maneira facil

“Pneu tem validade?” Essa é uma das dúvidas mais comuns entre motoristas e também uma das que mais geram confusão. Você já deve ter ouvido versões diferentes: que o pneu “vence” mesmo sem uso, que existe um prazo obrigatório que o torna ilegal, ou que basta olhar o sulco para saber se está bom. Afinal, o que é mito e o que é verdade?

Se você dirige um carro de passeio, SUV, caminhonete ou van, entender esse tema é essencial para dirigir com segurança e evitar prejuízo. A resposta curta é: não existe “validade” obrigatória por lei, mas o envelhecimento da borracha é real e os fabricantes recomendam atenção a partir dos 5 anos e troca aos 10 anos.

Neste artigo, você vai entender o que a ciência e a indústria dizem sobre o vencimento dos pneus, como descobrir a idade do seu pneu pelo código DOT e quando é o momento certo de trocar.

Vencimento de pneu: o que é mito e o que é verdade

Antes de qualquer coisa, é preciso separar o que é crença popular do que tem embasamento técnico. Veja o que é mito e o que é verdade sobre o vencimento de pneu:

tabela comparativa sobre Vencimento de pneu

A confusão é compreensível: muita gente trata “validade” como algo parecido com a data de validade de um alimento. Mas, no caso dos pneus, a lógica é diferente. Não há uma data que, ao passar, torne o pneu automaticamente ilegal o que existe é uma recomendação técnica baseada no envelhecimento natural da borracha.

Como saber a data de fabricação (código DOT)

Se não existe “validade” por lei, como saber a idade do pneu? A resposta está no código DOT, uma padronização internacional que identifica cada pneu.

O que é o código DOT

DOT é a sigla para Department of Transportation (Departamento de Transportes dos EUA). O código estampado na lateral do pneu traz informações sobre a fábrica, o país de origem e, principalmente, a data de fabricação.

Onde encontrar

O código DOT fica gravado na parede lateral do pneu, próximo à região da roda. Pode ser necessário girar o pneu ou olhar com atenção, pois ele costuma estar em relevo.

Como ler: os 4 últimos dígitos

A data de fabricação está nos 4 últimos dígitos do código DOT:

  • Os 2 primeiros desses 4 dígitos indicam a semana do ano
  • Os 2 últimos indicam o ano

Por exemplo, um pneu com DOT terminando em 3315 foi fabricado na 33ª semana de 2015. Já um DOT 2425 indica a 24ª semana de 2025.

Vencimento de pneu: A importância de verificar o DOT na compra

Na hora de comprar pneus novos, vale sempre conferir o DOT. Isso evita levar um pneu “velho de estoque”, fabricado há vários anos, que já perdeu parte de sua vida útil antes mesmo de rodar. Um pneu novo deve ter data de fabricação recente.

Quando trocar o pneu e o que diz a lei

Agora, vamos à parte prática: quando trocar o pneu e o que a legislação brasileira realmente exige.

O que recomendam os fabricantes

Embora não exista um prazo legal que determine a troca do pneu apenas pela idade, os fabricantes estabelecem recomendações específicas para acompanhar o envelhecimento da borracha:

  • A partir de 5 anos: recomenda-se uma inspeção anual realizada por um profissional qualificado.

  • Aos 10 anos: recomenda-se a substituição do pneu, independentemente da aparência ou da profundidade dos sulcos.

Essa é a orientação de grandes fabricantes, como a Bridgestone, que recomenda retirar os pneus de serviço no máximo 10 anos após a data de fabricação. A recomendação também se aplica ao estepe, que sofre envelhecimento da borracha mesmo quando permanece sem uso.

Importante: os 10 anos são uma recomendação dos fabricantes, e não um prazo legal que torne automaticamente o pneu irregular.

O que diz a lei brasileira

A Resolução CONTRAN nº 913/2022, que dispõe sobre o uso de pneus, não fixa um prazo de validade por idade. Ou seja, não existe uma data que torne o pneu automaticamente ilegal.

O que gera multa

O que a lei pune é o mau estado de conservação, previsto no Art. 230, XVIII do CTB a mesma infração do pneu careca: R$ 195,23, 5 pontos na CNH e retenção do veículo para regularização.

E aqui está um ponto importante: um pneu envelhecido, trincado ou ressecado pode se enquadrar em “mau estado de conservação” mesmo com sulco aparentemente ok. A fiscalização avalia a condição geral do pneu, não apenas a profundidade.

Estepe: não esqueça dele

Muita gente ignora o estepe mas ele também envelhece. Um estepe antigo pode falhar justamente no momento em que você mais precisa. Vale conferir a data de fabricação e as condições dele também.

Conclusão

“Pneu tem validade?” A resposta, agora você sabe: não existe validade obrigatória por lei, mas o envelhecimento da borracha é real e a recomendação técnica é clara: inspeção a partir dos 5 anos e troca aos 10 anos, independentemente da aparência.

O mito de que “pneu vence e vira ilegal” cai por terra diante da legislação. Mas a verdade que importa é outra: a borracha envelhece, perde aderência e resistência, e um pneu velho pode ser um risco silencioso mesmo parecendo bom.

A prevenção:  inspecionar o DOT, avaliar o estado real e trocar no momento certo protege a sua segurança e o seu bolso. Cuidar da idade dos pneus é cuidar de quem você transporta.

Se você tem dúvidas sobre o vencimento dos pneus do seu carro ou quer verificar o DOT e as condições reais do conjunto vale contar com quem entende do assunto. 

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Calibração do pneu: os riscos de pressão baixa e alta e como evitar

Calibração do pneu sendo realizada por um profissional

A calibragem errada é um dos erros mais comuns e também um dos mais perigosos  quando o assunto é manutenção de pneus. Muita gente roda com pressão abaixo ou acima do recomendado sem perceber, até que o pneu apresenta desgaste prematuro, o consumo de combustível dispara ou, no pior cenário, acontece um acidente.

A verdade é que a pressão incorreta afeta três coisas ao mesmo tempo: a sua segurança, o consumo e a vida útil dos pneus. E o mais curioso é que calibrar certo é uma tarefa simples, rápida e barata que evita riscos graves e prejuízos desnecessários.

Neste artigo, você vai entender os riscos de rodar com pressão baixa e alta, aprender onde encontrar a pressão correta do seu veículo e descobrir como evitar os problemas com uma rotina simples de calibragem.

Calibração do pneu: riscos da pressão baixa

A verdade é que a pressão incorreta afeta três coisas ao mesmo tempo: a sua segurança, o consumo e a vida útil dos pneus. A Michelin destaca que a calibragem incorreta impacta a segurança dos passageiros e aumenta os custos, por causa do desgaste prematuro dos pneus e do maior consumo de combustível

 

Desgaste nos ombros e perda de vida útil

Ao realizar a calibração do pneu com a pressão baixa, o peso do veículo se concentra nas bordas do pneu (os “ombros”), que se desgastam muito mais rápido que o centro. O resultado é um desgaste irregular e prematuro, que encurta drasticamente a vida útil do pneu.

Aumento do consumo de combustível

Um pneu murcho aumenta a resistência ao rolamento, ou seja, o motor precisa trabalhar mais para mover o carro. Estima-se que cada PSI abaixo do recomendado pode elevar o consumo de combustível em alguns pontos percentuais. No fim do mês, isso pesa no bolso.

Direção pesada e perda de precisão

Com pressão baixa, a direção fica mais pesada e o carro responde com menos precisão. O veículo tende a “puxar” para um lado e a estabilidade em curvas fica comprometida.

Risco de aquaplanagem e superaquecimento

O pneu murcho tem pior escoamento de água, aumentando o risco de aquaplanagem em piso molhado. Além disso, o atrito excessivo faz o pneu superaquecer, o que enfraquece a estrutura da borracha.

Risco de estouro do pneu

O superaquecimento combinado com a pressão baixa é uma das principais causas de estouro de pneu em alta velocidade uma situação extremamente perigosa, que pode levar à perda de controle do veículo.

Calibração do pneu sendo realizada

Riscos da pressão alta

Se a pressão baixa é perigosa, a pressão em excesso também não é recomendada. Calibrar “a mais” para economizar combustível ou por engano é um erro que compromete a segurança e o conforto. Veja os riscos:

Desgaste no centro da banda de rodagem

Com pressão alta, o pneu fica “estufado” no centro, e o desgaste se concentra no meio da banda de rodagem. O pneu perde vida útil de forma irregular, mesmo que os ombros pareçam em bom estado.

Menor área de contato e carro “pulando”

Na calibração do pneu a pressão em excesso reduz a área de contato do pneu com o solo. O carro fica “pulando” na estrada, com menos estabilidade e aderência especialmente em curvas e frenagens.

Frenagem pior e dirigibilidade perigosa

Com menos borracha em contato com o asfalto, a frenagem piora e a dirigibilidade fica mais perigosa, principalmente em piso molhado. A distância de parada aumenta, o que eleva o risco de colisão.

Menos conforto e aderência reduzida

O pneu cheio demais transmite mais impacto e vibração, reduzindo o conforto. E a aderência reduzida compromete a segurança em qualquer condição de piso.

Como saber a pressão correta do seu pneu

A pressão ideal não é um número universal ela varia de acordo com o veículo, o tipo de pneu e a carga. Para descobrir a pressão correta do seu carro, consulte:

  • Manual do proprietário:  traz a tabela de pressão recomendada pelo fabricante

  • Etiqueta na porta do motorista: muitos veículos trazem a informação colada na coluna ou na porta

  • Tampa do tanque de combustível:  em alguns modelos, a pressão vem indicada ali

Unidades: PSI e bar

No Brasil, a unidade mais comum é o PSI (libras por polegada quadrada), mas também é frequente encontrar a indicação em bar. Para converter: 1 bar = 14,5 PSI. Ou seja, uma pressão de 2,2 bar equivale a aproximadamente 32 PSI.

Pressão varia com carga e tipo de veículo

A pressão recomendada muda conforme a situação: com o carro carregado ou rebocado, a pressão dos pneus traseiros costuma ser maior. Por isso, sempre siga a indicação do fabricante para a condição de uso do momento.

Conclusão

A calibração do pneu é um dos cuidados mais simples e mais negligenciados da manutenção do veículo. Rodar com pressão baixa ou alta não é só um detalhe: é um risco real à segurança, um vilão do consumo de combustível e um acelerador do desgaste dos pneus.

A pressão correta, por outro lado, traz três benefícios ao mesmo tempo: segurança, economia e durabilidade. E manter a calibragem em dia é uma tarefa rápida, barata e que evita riscos graves desde o estouro do pneu até um acidente em alta velocidade.

A prevenção é simples, mas exige constância. Calibrar no prazo certo, com o pneu frio, e manter o alinhamento e o balanceamento em dia é o caminho para rodar com tranquilidade e proteger quem você transporta.

Se você quer manter seus pneus sempre em dia e rodar com segurança, vale contar com quem entende do assunto.

Na Savelli Pneus, você encontra o suporte necessário para cuidar dos seus pneus e manter seu veículo sempre em boas condições. Conte com nossa equipe para encontrar as melhores soluções para a manutenção do seu carro e dirigir com mais segurança e tranquilidade.

Pneu perfil baixo: o que é, vantagens e desvantagens

Pneu perfil baixo em carro esportivo laranja

“Pneu de perfil baixo é só estética ou traz benefícios reais?” Essa é uma dúvida comum entre quem está avaliando a troca dos pneus. O visual esportivo chama atenção, mas muita gente se pergunta se vale a pena abrir mão do conforto e da durabilidade em troca de desempenho e estilo.

Se você dirige um carro de passeio, SUV, caminhonete ou van, entender esse tema é essencial antes de decidir. A resposta é equilibrada: o pneu perfil baixo melhora o desempenho e o visual, mas exige mais cuidado e manutenção.

Neste artigo, você vai entender o que é o perfil do pneu, conhecer as vantagens e desvantagens de forma honesta e descobrir se essa escolha faz sentido para o seu caso.

O que caracteriza um pneu de perfil baixo 

A classificação segue um padrão da indústria: pneus com aros a partir de 15 polegadas e perfil igual ou menor que 55% são considerados de perfil baixo. Acima de 55%, o pneu é de perfil alto. É o que explica a Firestone, que define o perfil como o percentual entre a altura e a largura da seção do pneu.

 

Como funciona o perfil

O perfil indica a altura da parede lateral do pneu em relação à sua largura. Um pneu com perfil 40, por exemplo, tem a lateral com 40% da largura da banda de rodagem. Quanto menor esse número, mais “rasa” é a lateral do pneu.

Exemplo prático: 235/40R19

A dimensão do pneu é definida por esses números, e o perfil indica a relação entre a altura do flanco e a largura.

  • 235 — largura do pneu em milímetros
  • 40 — perfil (altura da lateral = 40% da largura)
  • R — construção radial
  • 19 — diâmetro do aro em polegadas

Nesse caso, o “40” indica um perfil baixo, com parede lateral rasa.

Pneu perfil baixo visto de lado

As vantagens do perfil baixo

O pneu perfil baixo não é só estética, ele traz benefícios reais de desempenho. Veja as principais vantagens:

Estabilidade e controle em curvas

Com a parede lateral mais rígida, o pneu deforma menos nas curvas. O resultado é mais estabilidade e controle, especialmente em manobras e curvas em velocidade.

Resposta de direção mais precisa

A menor deformação da lateral faz o carro responder mais rápido aos comandos do volante. Essa resposta precisa é um dos motivos pelos quais o perfil baixo é o favorito de esportivos e carros de alta performance.

Aderência em alta velocidade

Em velocidades elevadas, o pneu perfil baixo mantém melhor contato com o solo, oferecendo mais aderência e segurança. É uma característica valorizada por quem roda muito em estrada.

Visual esportivo e presença

Não dá para negar: o visual é um grande atrativo. O conjunto com aros maiores e pneu de perfil baixo dá ao carro um aspecto mais esportivo e imponente, um diferencial estético que muitos motoristas buscam.

As desvantagens: o que você precisa saber

Se o perfil baixo tem tantas vantagens, por que nem todo mundo usa? Porque ele também tem custos e exigências que precisam ser considerados com honestidade. Veja os pontos negativos:

Conforto reduzido

Com a parede lateral mais baixa, o pneu absorve menos impactos. Buracos, valetas e irregularidades do asfalto são sentidos com mais intensidade dentro do carro. Quem valoriza conforto em trajetos urbanos pode estranhar a diferença.

Maior ruído e desgaste em pisos ruins

O pneu de perfil baixo tende a gerar mais ruído de rolamento, especialmente em pisos ásperos. Além disso, em estradas mal conservadas, o desgaste tende a ser mais rápido do que em pneus de perfil alto.

Vulnerabilidade a buracos

Esse é um dos pontos mais importantes. Com menos borracha para absorver impactos, o pneu de perfil baixo é mais vulnerável a buracos. O risco de bolhas na lateral e de danos à roda (amassados e trincas) é maior e esses danos podem exigir a troca prematura do pneu.

Manutenção mais exigente

O perfil baixo exige mais atenção à calibragem, que é crítica para o desempenho e a durabilidade. A pressão incorreta danifica o pneu mais rápido e compromete a segurança. Ou seja, é um conjunto que pede mais cuidado no dia a dia.

Conclusão

O pneu perfil baixo é uma escolha de equilíbrio. Ele oferece desempenho superior, resposta de direção precisa e um visual esportivo que agrada mas cobra um preço em conforto, durabilidade e cuidado com a manutenção.

A decisão certa depende do seu uso e da sua prioridade. Se você valoriza desempenho e estética e está disposto a manter a calibragem em dia e evitar buracos, o perfil baixo pode ser uma ótima escolha. Se o conforto e a durabilidade em pisos ruins pesam mais, talvez um perfil mais alto faça mais sentido.

O mais importante é não decidir no escuro. A orientação técnica evita erro de compra, prejuízo e até risco de segurança porque nem todo carro aceita qualquer medida de pneu.

Se você está pensando em trocar para pneu de perfil baixo ou quer saber se o seu carro aceita esse tipo de medida vale contar com orientação técnica. Conte com a Savelli Pneus para encontrar a opção mais adequada para o seu veículo e dirigir com mais segurança.